Apesar das quase cinquenta especialidades médicas existentes atualmente, a verdade é que a Gastrenterologia continua a ser uma das especialidades mais desejadas entre os jovens médicos, com todas as vagas existentes a serem rapidamente preenchidas nos primeiros dias de escolha das especialidades. De facto, num estudo português publicado recentemente sobre a satisfação dos internos de formação específica com a especialidade, a Gastrenterologia surgia nos lugares cimeiros quando foram avaliadas as expetativas em relação à especialidade, o grau de satisfação com a especialidade, e, ainda, as perspetivas de futuro.
Se, por um lado, durante o internato, é esperado que os internos demonstrem grande disponibilidade, proatividade, criatividade e capacidade de trabalho, por outro lado, os internos esperam que o Serviço que escolheram para realizar a sua formação específica esteja preparado para os ajudar a atingir os seus objetivos e expetativas. E é somente quando o equilíbrio e o compromisso entre estas duas partes existe que o processo de formação específica decorre com sucesso, transformando, assim, um médico inicialmente indiferenciado num elemento reconhecido pelo Colégio da Especialidade de Gastrenterologia da Ordem dos Médicos.
Embora as expetativas de um interno na formação específica variem de acordo com as caraterísticas individuais de cada pessoa, existem alguns domínios que certamente são considerados pela maioria dos médicos durante o internato: o conhecimento teórico, as competências práticas/técnicas, a componente de investigação básica/clínica, a realização de estágios no estrangeiro, a participação na formação de outros profissionais, a integração nas sociedades e grupos científicos nacionais e internacionais e, por fim, tão ou mesmo mais importante, a orientação/tutoria dentro do Serviço que facilite o atingimento destes objetivos.
Cada um destes domínios deverá ser convenientemente explorado pelo interno e pelo orientador/diretor de Serviço desde o início da fase de formação específica. Idealmente, para cada tópico, devem ser estipulados objetivos concretos e estratégias para que estes sejam atingidos. Dessa forma, será possível construir uma formação específica sólida, bem estruturada, com expetativas ambiciosas, mas, ao mesmo tempo, realistas e atingíveis, capazes de satisfazer não só o interno, mas também o Serviço que o forma.
Quando a formação específica for assim estruturada, será então possível atingir a expetativa máxima e comum a todos os internos de Gastrenterologia: terminar a especialidade com sucesso, reconhecimento pelos pares e, acima de tudo, com a confiança de ser capaz de prestar cuidados de excelência aos doentes com patologias esófago-gástricas, intestinais e hepato-bilio-pancreáticas.
Dr. Tiago Cúrdia Gonçalves, Serviço de Gastrenterologia do Hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães
Artigo originalmente publicado em Jornal do Congresso n.º3 da Semana Digestiva 2018
Se, por um lado, durante o internato, é esperado que os internos demonstrem grande disponibilidade, proatividade, criatividade e capacidade de trabalho, por outro lado, os internos esperam que o Serviço que escolheram para realizar a sua formação específica esteja preparado para os ajudar a atingir os seus objetivos e expetativas. E é somente quando o equilíbrio e o compromisso entre estas duas partes existe que o processo de formação específica decorre com sucesso, transformando, assim, um médico inicialmente indiferenciado num elemento reconhecido pelo Colégio da Especialidade de Gastrenterologia da Ordem dos Médicos.
Embora as expetativas de um interno na formação específica variem de acordo com as caraterísticas individuais de cada pessoa, existem alguns domínios que certamente são considerados pela maioria dos médicos durante o internato: o conhecimento teórico, as competências práticas/técnicas, a componente de investigação básica/clínica, a realização de estágios no estrangeiro, a participação na formação de outros profissionais, a integração nas sociedades e grupos científicos nacionais e internacionais e, por fim, tão ou mesmo mais importante, a orientação/tutoria dentro do Serviço que facilite o atingimento destes objetivos.
Cada um destes domínios deverá ser convenientemente explorado pelo interno e pelo orientador/diretor de Serviço desde o início da fase de formação específica. Idealmente, para cada tópico, devem ser estipulados objetivos concretos e estratégias para que estes sejam atingidos. Dessa forma, será possível construir uma formação específica sólida, bem estruturada, com expetativas ambiciosas, mas, ao mesmo tempo, realistas e atingíveis, capazes de satisfazer não só o interno, mas também o Serviço que o forma.
Quando a formação específica for assim estruturada, será então possível atingir a expetativa máxima e comum a todos os internos de Gastrenterologia: terminar a especialidade com sucesso, reconhecimento pelos pares e, acima de tudo, com a confiança de ser capaz de prestar cuidados de excelência aos doentes com patologias esófago-gástricas, intestinais e hepato-bilio-pancreáticas.
Dr. Tiago Cúrdia Gonçalves, Serviço de Gastrenterologia do Hospital da Senhora da Oliveira, Guimarães
Artigo originalmente publicado em Jornal do Congresso n.º3 da Semana Digestiva 2018
